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Mostrando postagens de 2015

No dia de hoje

1. Às vezes penso que enquanto digito,  as palavras vão perdendo sua validade. No dia seguinte, quando abrir os jornais, constatarei que esta página virou periódico velho e não trará mais novidades, porque novas notícias transformaram o tempo. João já deixou Maria, Pedro encontrou o caminho de casa e José vomita à vontade sua noite de balcão do boteco do Manoel. A Câmara votou tudo errado e a mega-sena acumulou de novo. 2. Ouvi pela não sei quantas vezes a música Fado Tropical de Chico. Fala de 1974, cravos vermelhos que já murcharam, e de uma intertextualidade Brasil-Portugal. Só Chico mesmo. 3. Meu livro Prisão, Cela e Morte - Delírios da memória continua bombando. Recebo sempre comentários dos que já o leram e olhem, sem falsa modéstia, têm sido bons. 4. "Reflexão de Lavoisier ao descobrir que lhe haviam roubado a carteira: nada se perde, tudo muda de dono" de Mário Quintana". 5. ! Hasta!
1. Por incrível que pareça, depois que EUA e Cuba reiniciaram suas relações diplomáticas, com a abertura de embaixadas nos dois países, o Presidente Obama prorrogou por mais um ano o embargo econômico americano à ilha cubana. Dá para entender? 2. Tenho acompanhado os recentes discursos da Deputada Federal Jandira Feghali no plenário da Câmara, e não vejo hoje uma oposição pessoal tão clara e firme contra a onda golpista que infesta o nosso país.  3. A Bienal deste ano acabou com a falácia de que o povo brasileiro não lê. A afluência foi vitoriosa e nunca as editoras conseguiram vender tanto livro como foi neste ano. Pena que acabou.  4. Prossigo escrevendo o meu próximo livro. Há muito material para ler e tenho que recorrer  ao processo antigo de fichamento para poder organizar as citações.  5. Vi, um dia desses, um vídeo no Youtube com uma entrevista de Geraldo Vandré. Uma lágrima desceu no meu rosto diante do irreconhecível personagem que não disse com cla...
1. Já estamos na metade de setembro. O ano se misturou ao vendaval e os ventos o empurraram em vórtices. Essa ação dos ventos carregando os dias lembra-me Cruz e Souza em seu exercício de aliteração:  "Vozes veladas, veludosas vozes,   Volúpias dos violões, vozes veladas,  Vagam nos velhos vórtices velozes  Dos ventos, vivas, vãs, vulcanizadas".       Na década de 1970, o compositor popular Reginaldo Bessa gravou uma bela música  em que dizia que "o tempo não para no porto, não apita na curva, não espera ninguém." Portanto, que ninguém perca tempo à toa. 2. Prossegue meu trabalho sobre a Coluna Prestes. Enquanto vamos lendo, recolhendo material e anotando coisas, mais necessidade de ler, de recolher material e de anotar mais coisas. A pesquisa é um ciclo interminável, mas o trabalho em fazê-la nos dá muito prazer, e isso é  o que interessa. 3. Pipoca cada vez mais o meu livro Prisão, Cela e Morte - Delírios da Memória...
1. O dia está nublado e úmido. Escrevo uma história sobre a Coluna Prestes. É interessante notar que os registros geográficos são confusos. Estou orientando minha escrita pelo livro "Prestes" de Daniel Aarão Reis. Embora seja ficção, a história procura ser real aos fatos. Difícil é constituir o cenário da época passado tanto tempo. Vou caminhando, lendo e escrevendo. Como "escrever é cortar", faço leituras recorrentes ao que já escrevi e vou depurando o texto sempre atento a novas ideias.  2. Estou estudando Estética da Recepção, que faz parte do curso de pós em literatura. É um assunto apaixonante que confere ao leitor a "propriedade" do texto. Falaremos ainda sobre esse assunto. 3. Lembro que ler é o exercício da inteligência. A XVII Bienal Internacional do Livro Rio 2015, a partir de ontem, já pode ser visitada e vai até o dia 13/09/2015. Para informações, acessar www.bienaldolivro.com.br/ .

PRISÃO, CELA E MORTE - Delírios da memória

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                 Esse é o mais recente livro que publiquei. É um diálogo entre ficção e realidade e se passa durante a ditadura militar, mais especificamente no período de 1968-1969. Há inúmeras referências bibliográficas que poderão ser úteis aos docentes da disciplina de História. Caso queira, manifeste seu interesse que negociaremos o envio. O valor do livro mais o frete é de R$ 32,50.

Cotidiano agosto 20

1. Remexendo páginas da internet, vi uma notícia curiosa na qual estava sendo leiloado um exemplar do livro do Professor Plínio Bastos, intitulado Talvez alguém se salve. Não falava dos valores relacionados aos lances. Prof. Plínio foi docente de um antigo colégio chamado N. Sra. do Brasil no bairro da Penha-Circular nos idos de 1950.  Percorri certa vez alguns sebos no centro da cidade, mas foi em vão. Esse leilão explica bem porque o livro era impossível de encontrar.  2. Estou voltando ao blog após algum tempo esquecido. É que às vezes o tempo parece que passa sorrateiro entre os dedos e não conseguimos levá-los ao teclado do notebook.  3. Ouvi uma entrevista outro dia na CBN onde o entrevistado, a respeito de agressões que foram feitas durante as manifestações contra a Presidente,  fez a seguinte colocação: "quem tem sempre um martelo na mente, tudo lhe parece prego".  4. Escrevi um trabalho acadêmico sobre Lima Barreto para a disciplina de Teoria Lite...